O FESTIVAL

Histórico do Festival Internacional de Cinema da Fronteira

O X Festival Internacional de Cinema da Fronteira tem o financiamento do Ministério da Cultura, Fundo Setorial do Audiovisual e BRDE; realização da Associação Pró Santa Thereza e Centro Histórico Vila de Santa Thereza, promoção da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Bagé, apoio institucional da Urcamp e Unipampa; com produção da Anti Filmes.

O Festival acontece anualmente na cidade de Bagé, na fronteira Brasil – Uruguai, de maneira ininterrupta desde 2009. Se estabelece como um evento já consagrado de convivência multicultural e cinematográfica, contemplando produções em português e espanhol. Território de intercâmbio cultural, a região da fronteira visualiza e representa uma identidade própria, observada nos ritos, nos mitos, na fala, nas festas populares, nas expressões corporais e na religiosidade.
Diante desse cenário, o cinema surge não só como fator de desenvolvimento econômico, cultural e social, mas, principalmente, como potencializador de uma outra economia, outras formas de narrar a nossa história. Em suma, outras formas de sociabilidade, que apostam no alargamento das fronteiras e na valorização da diversidade regional.

Em sua décima edição, neste ano de 2018, o Festival da Fronteira celebra a Lusofonia e a Latinidade, tendo em Bagé o seu epicentro, mas que nesta edição expande-se para o município de Santana do Livramento, cidade do sul do Brasil que já recebeu ações do festival em edições anteriores. Voltado à democratização da cultura e produção audiovisual, o Festival terá atividades de mercado incluindo uma Plataforma de Negócios que acontecerá em Porto Alegre no ano de 2019.  Integram o evento deste ano uma mostra competitiva nacional de longas uma de curtas internacionais, uma de curtas regionais e a mostra universitária, que acontecem em Bagé e Livramento. Além disso, o festival também traz oficinas, debates e shows musicais.

O Festival Internacional de Cinema da Fronteira destaca-se pelo forte caráter de formação da expressão audiovisual. Projeções e ações seguidas de reflexão serão promovidas de forma gratuitas durante o período de execução. Estudantes de cinema das universidades da região sul têm participado assiduamente do evento. Parcerias com os cursos de cinema e jornalismo garantem a presença de professores e alunos nas mostras e principalmente nas atividades educativas de formação propostas pelo Festival. Nas edições passadas já ministraram oficinas nomes como: Jean-Claude Bernardet, Zezita Matos, Fernando Alves Pinto e Giba Assis Brasil.

Realizadores locais, estudantes de comunicação, psicologia e letras da Universidade da Região da Campanha, bem como estudantes de diferentes cursos da Universidade Federal do Pampa têm participado da organização voluntária e do júri popular, garantindo público local em aprendizagem ao evento. Comunidade regional, moradores das cidades de Bagé, Aceguá e Pelotas participam das sessões gratuitas do evento, além de público em situação de vulnerabilidade social que também são buscados em ações direcionadas de mobilização. Diversidade, Acessibilidade e inclusão também são temas presentes na mobilização social que constitui o público do evento.

O Festival busca fomentar a realização audiovisual local, definindo uma cadeia de produção, estabelecida a partir da formação do espectador, assimilação de repertório por parte do realizador, sua profissionalização, produção e janela de exibição. A região da fronteira, tão carente de entretenimento de qualidade que, buscando caminhos para sua economia, encontra no audiovisual um modelo possível de desenvolvimento e inclusão.